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domingo, fevereiro 07, 2010

Selo do Calvin e Haroldo

O correio dos EUA vai lançar selos de quadrinhos esse ano. Calvin & Hobbes (Haroldo) está entre eles.

sábado, setembro 26, 2009

Programação do dia

Sydney amanheceu meio empoeirada de novo. Nem perto do cenário Marciano da quarta-feira passada; só um pouco amarelo e uma ventania do cão.

Temos que levar a Vênus na loja para instalar os bagageiros.

Por que Vênus? O modelo da moto é GS 650. Logicamente:

GS -> Grand Slam
Grand Slam -> Tênis
Tênis -> Tenistas

Que tenistas são neguinhas como a moto? A Serena e Venus Williams. Qual das irmãs é mais magrinha como a moto? A Vênus! QED.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Em crise

É. A tal chegou por aqui, mas de mansinho. Das trinta pessoas na minha área uma rodou e outra foi reduzida para 3 dias/semana no mês passado.

Estranho que o dia-a-dia não muda. Você ouve falar, dizem que o bicho tá pegando, mas o trabalho que tem pra fazer é o mesmo. Aí anunciam o corte por causa do receio que talvez, por causa da crise, aconteçam menos projetos.

E agora, por causa da desvalorização do dólar Australiano, estou enrolado pra encontrar um buraco no orçamento onde enfiar a diferença. Por hora, toc-toc-toc, isso é o pior. Isso e a cartinha da imobiliária dizendo que o aluguel vai aumentar.

Estamos olhando outros apartamentos mas a preguiça de mudar depois de apenas 1 ano é grande e acho que o plano B vai entrar em ação: alugar a vaga de garagem pra pagar o aumento do aluguel.

No mais tudo certo.

sábado, janeiro 24, 2009

O amô é líndio



Direto de Dubbo. Via eeepc (que teclado), via bluetooth (que complicado), via nokia N95 (que tijolo), via EDGE (que ultrapassado), via telstra (que merda). Que rolo.

quarta-feira, julho 16, 2008

Bandidos, temei!

Velhinhas de guarda-chuva ganham uma nova dimensão de perigo!

domingo, julho 13, 2008

Aonde vamos parar?



O que me preocupa é a via nasal. Na Broadway, em Glebe, Sydney.

sexta-feira, maio 09, 2008

Jogo dos 7 erros



Na última viagem pra Melbourne esse anúncio da Louis Vuitton me chamou a atenção. Levei a página da revista de bordo para poder compartilhar aqui.

Veja bem: eu não entendo nada de mercado, muito menos de bolsa, mas essa marca sempre me pareceu de patricinha e mauricinho; o Keith Richards é a última pessoa que eu chutaria que tem uma LV. Produção esquisita pra caramba.

O que aquele livro tá fazendo ali? O Keith resolveu tirar um som para dar um descanso do romance de 370 páginas que ele estava lendo? Lendo com uma lupa? Deve ser porque o quarto tá meio escuro. Mas também: o cara pendurou o seu lenço de caveiras logo em cima do abajur! claro que o quarto ia ficar escuro.

Quem tá ali no banheiro? E quem largou a chaleira em cima da cadeira? E mais livros no canto da mesa? Sujeito culto esse Keith! Roqueiro drogado mas muito culto! e tem uma Louis Vuitton! hummm. Deve ser grana de emergência para drogas em caso de abstinência.

Esse quarto tá mais para um pegadinha que algum filho de produtor armou para sua avó. O Keith Richards horroriza velhinhas. Mas esqueceu o amplificador da sua guitarra elétrica.

sábado, março 29, 2008

terça-feira, março 25, 2008

Ingenuidade pueril

Crianças não têm discernimento entre causa e correlação. Mais ou menos como o Lula. Lendo a última do sociólogo de várzea, conclui-se que o crime é causado por insuficiência na educação. É um bom exemplo de correlação e não causa.

Um exemplo mais singelo remete à minha infância. Algumas coisas, por mais banais e remotas que sejam, a gente não esquece. Quando morávamos no Setor Marista em Goiânia, na casa que dividíamos mamãe, titia e os primos, cheguei à conclusão que besouros nasciam na bosta.

Na frente da casa havia uma jardineira - enorme para dimensões infantis - separando a casa da calçada. Um belo dia, não pergunte por que, resolvi que ali era um ótimo lugar para fazer cocô. Provavelmente eu não tinha muito o que fazer, tanto que no dia seguinte fui dar uma conferida na obra de arte e encontrei um besouro passeando pelo turrón.

Nada mais lógico na minha cabeça infantil: ontem não havia besouro; hoje há um besouro no cocô de ontem; logo, besouros nascem no cocô. Quod erat demonstrandum.

Vai tentar explicar, para mim ou para o Lula, que não é a mesma coisa. Impossível.

quinta-feira, março 13, 2008

Estraga-prazeres

Essa lista estragou para sempre "Girlfriend in a coma" dos Smiths para mim. Nunca mais consegui ouvir essa música sem rir.

quarta-feira, março 12, 2008

Roteiro estranho com virada inesperada

Essa noite eu tive um sonho estranho: voltei a trabalhar na nTime. A virada inesperada: tinha chocolate de graça no caminho pro escritório.

Esse apartamento novo é muito barulhento. Ganhamos em distância horizontal o que tínhamos de distância vertical da William street. Acho que o som viaja mais fácil se for descida.

Acordando muito durante a noite o córtex se vira como pode, né?

domingo, março 02, 2008

Insetos australianos

Esse eu não conhecia. Achei o bichinho aqui no quarto, já morto (em geral não mato insetos, só barata e mosca. E uma formiga ou outra, de vez em quando. Hm, e as lagartas das plantas também. Tá bom - mato quase todos - mas poupo as aranhas papa-moscas; as grandes eu desço a havaiana).

sábado, fevereiro 23, 2008

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Meu filho, que perigo!

Geralmente eu só bebo coca-cola se vier misturada com rum mas a ressaca de domingo foi tão braba que precisei atravessar a rua e comprar uma latinha. Imagine se eu não tivesse enfiado o dedo na goela.

É difícil escolher o que comer quando se tem uma ressaca daquelas. Se tem sobra de pizza na geladeira não há o que discutir mas não era o caso; resolvi cozinhar um ovo.

Quando alguém não tem dotes culinários diz que não sabe "nem fritar um ovo" porque cozinhar um ovo qualquer idiota sabe. Bêbados e ressaqueados não se enquadram na categoria.

Mesmo quando o alarme de fumaça tocou demorei a lembrar que eu havia decidido comer um ovo vinte minutos atrás. A primeira reação foi amaldiçoar o barulho estridente que ressoava em meu cérebro. A segunda foi ir à cozinha ver qual idiota estava queimando a comida. Era eu.

domingo, fevereiro 03, 2008

Aconteceu

Demorou mas aconteceu. Todos os homens do planeta temiam por esse dia, o dia-D. O dia em que os homens se tornaram desnecessários (em inglês).

sábado, fevereiro 02, 2008

A última da Marta

Eu tava aqui lendo a última da Marta Favre (ex-Suplicy) depois do "relaxa e goza". Parece que numa coletiva na Espanha ela mandou essa:
No Brasil pelo menos não tem terrorismo.
Essa galera mata a gente de vergonha.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Trabalhando quem nem gente grande

Todo lar tem seus problemas; o nosso é barulhento. Os quartos são de frente para a William street, uma rua por onde flui o tráfico norturno entre os pubs na cidade e os pé-sujos de Kings Cross.

Outro problema é o outdoor do outro lado da rua. Os milhares de watts de potência das luzes vazam por entre as cortinas do quarto. Acompanhamos todas as propagandas do outdoor: carros, videogames, companhias aéreas, revistas etc.

A última é de cerveja e, ao que parece, os funcionários que fazem a troca foram os primeiros consumidores do produto.

Um detalhe: a propaganda é de Tooheys New (tooheys spew, para os entendidos) mas a rapaziada está bebendo Coopers Sparkling Ale (eu prefiro a pale ale).

sexta-feira, dezembro 21, 2007

sexta-feira, outubro 26, 2007

O siso

Então ontem a Debbie trocou o dente por mais bom-senso. Há alguns anos atrás eu recebi quatro vezes mais. Todos bom-sensos inclusos. Foram três meses de visita ao dentista sempre que a extração anterior estava melhorando.

O trauma foi tal que depois do último dente passei a ter sonhos onde eu ia ao dentista para remover os pontos e o doutor me informava que eu precisava extrair o siso. Num misto de assombro e dúvida eu explicava que, doutor, eu já tinha arrancado os quatro!

Suas respostas eram diferentes em cada sonho mas sempre no mesmo tom calmo e irredutível de quem sabe o que está falando: "Pois é, mas estão crescendo de novo" ou "Não, eu esqueci de arrancar um deles" ou ainda "Sim, mas você tem cinco sisos - eu já liguei par ao guinness, eles estão à caminho - agora abra a boca e diga ahh".

Acho que durou um mês, bem menos que os pesadelos da edição anterior. Esta se originou em um acontecimento igualmente traumático: meu curso de engenharia.

Quando me formei, no final de 2001, a minha aversão acadêmica era tão grande que não fui buscar meu diploma. Por quase seis meses eu esporadicamente acordava no meio da noite, em suores frios, de um pesadelo que ia mais ou menos assim.

Eu havia tirado a manhã de folga do trabalho para ir à PUC, na Gávea, visitar o Departamento de Admissão e Registro (DAR). Forneci meu número de matrícula, 9615271, para a moça do balcão que, por sua vez, entrou pelos arquivos da PUC e voltou, atenciosa, informando que eu não poderia solicitar meu diploma, uma vez que eu não havia completado uma matéria: "resmat".

Até nisso o pesadelo era cruel. Resistência dos materiais, carinhosamente apelidada de "resmat", é uma cadeira com equivalência à outra cadeira, mecânica dos corpos sólidos, ambas terror de muitos alunos. Você pode se matricular relativamente cedo, já que requer apenas conhecimentos básicos de cálculo, e este engodo já vitimou e, suponho, vitima muitos pupilos.

Por alguma razão, após minha segunda tentativa eu havia desistido da matéria e, por não ser requisito de nenhuma outra, prossegui até o final do curso sem terminá-la. E agora eu não poderia tirar meu diploma sem ela. Conformado me matriculei. Afinal, foram seis anos - o que são seis meses?

O pesadelo cortava, então, para uma cena no trabalho.

Martelando no teclado, tratando da labuta diária, fui invadido por uma daquelas lembranças desesperadoras. Tipo quando é dia de educação física na escola, você tem que trocar de roupa no vestiário, e lembra que não está usando cueca. Enfim. Três meses após o início do semestre eu lembrei que havia me matriculado. E não tinha ido a nenhuma aula.

Larguei tudo no trabalho, correi para o estacionamento, subi na moto (nessa época eu estava motoqueiro) e voei para a universidade. Cheguei ao final da aula; peguei o professor saindo da sala e expliquei minha situação. Eu precisava me formar, só faltava aquela matéria, será que eu não poderia fazer as provas passadas, continuar o curso daquele ponto? Não. "Tranque e matricule-se de novo no semestre que vem", era sempre a resposta.

Pois um dia eu cansei dos pesadelos e fui requisitar meu diploma. Hoje ele está amassado numa pasta junto com recibos da farmácia e do supermercado. Só usei para tirar o visto Australiano. E para estancar os pesadelos.

domingo, setembro 23, 2007

O tédio da realidade

Esta noite o telefone amarelo com toque de sino que trouxemos do País de Gales chamou. Ninguém fez questão de atender nos primeiros dezessete toques porque essa linha só recebe ligações de tele-marketing, geralmente com oferta de pacotes turísticos. Gostam de viajar, os Australianos.

No vigésimo-primeiro toque a Debbie atendeu. Torsten, Alemanha. "Você ligou errado", foi a resposta da Debbie. "Não", insistiu o interlocutor, "aqui é o Torsten, ligando da Alemanha. Quero falar com o Simon". Ah, bom.

Até então o resto da casa ainda estava desconfiado, principalmente o Simon recebendo uma chamada Domingo à noite, em um telefone que ninguém tem o número. O Torsten tinha anotado da última vez que falou comigo e agora estava nos telefonando. Organizados, os Alemães.

O choque cultural entre o descaso carioca (brasileiro?) e a austeridade germânica em relação a compromissos quase terminou nossa amizade em uma ocasião. A mensagem de texto no meu celular vociferava a angustiante incompreensão que todo gringo sofre nesta situação: "Se você fala que quer encontrar e depois desaparece não faz sentido, eu não entendo, é ridículo, você é louco?"

Torsten está entediado com seu trabalho. De volta à Alemanha depois de um ano viajando, trabalhando e conhecendo a Austrália com seu visto de working holidays, ele sente falta daqui. Deve ter ligado para matar um pouco a saudade. Perguntei o que a empresa dele fazia. Com a típica seriedade blasée dos alemães ele respondeu: porcas, parafusos e arruelas.

Não dei bola para a gravidade. "Pô, Torsten! isso deve ser chato pra cacete hein? tá perdendo seu tempo, cara. Vale mais voltar pra Sydney e pedir seu emprego de garçom de volta". Descontraídos, os Brasileiros.

Conformado, ele confessou que era ainda pior: o trabalho dele é escrever relatórios de testes das porcas, parafusos e arruelas. Pusta que parille. Despedi e agora estou aqui louco para ir trabalhar amanhã. Eu não tenho o pior emprego do mundo!