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sexta-feira, agosto 20, 2010

Em Brugge

O caminho pra Brugge no nosso Renault fedorento foi rápido e emocionante; choveu torrencialmente por toda viagem de uma hora.  Brugge é pequenita, com a ajuda do GPS foi fácil achar o hotel mas tivemos que deixar o carro no estacionamento fora da cidade pois não queremos pagar 20 euros por dia de estacionamento.

A cidade está pipocada com amontoados de metal retorcido e nylon, sobra dos guarda-chuvas castigados pela água e vento.  O nosso pequeno, emprestado da sogra, dava sinais de fraqueza e, ao final do dia, acabou manco de uma perna.

Dia seguinte, munidos de novo guarda-chuva, passeamos um pouco mais pela cidade.  É ótima, cheia de coisas para ver e com muitas opções de bares e restaurantes, todos com os mesmos caríssimos menus - tenho certeza que existe um cartel para fixar os preços.

Destaque para um estabelecimento com mais de 700 cervejas expostas, todas à venda.  Provamos algumas disponíveis em barril e lamentamos a preguiça de carregar garrafas para casa.  Também caímos dentro da tradicional sopa de carne Belga com cerveja e batata frita, tudo tem batata frita.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Faux pas

O sábado em Lille foi demais.  Pegamos um dia ótimo, verão Francês, e nos perdemos pela cidade.  Literalmente.  Andamos por quase 2 horas "de volta ao hotel" até perceber que a gare para onde estávamos andando ficava na direção oposta do centro da cidade.  Quando finalmente acertamos o rumo a fome era negra e escolhemos um canto para almoçar/jantar - fiquei com inveja do prato da Debbie (hachis parmentier).

Domingo amanheceu chuvoso, relaxamos de toda a agitação do dia anterior e do Reino Unido, pegamos um cineminha (Inception, pas mal) e tomamos um Beaujolais Village (meio marrom, deveria ter ido com o Châteauneuf do Papa).

Na segunda caminhamos de volta até a gare Lille Europe para buscar nosso carro.  Eu ouvi o sujeito da Avis explicar pro cliente anterior aonde era o estacionamento, assim, quando chegou minha vez, respondi que já sabia onde era.  Buscamos a vaga de número 39 mas os números pulavam de 20 para 50; andamos por todo o andar e nada de achar o Renault na vaga 39.  Cruzamos com um casal de franceses na mesma situação e trocamos simpatias (je ne trouve pas isso e aquilo, il a pas d'ascenceur et cetera).

Depois de muito procurar o elevador achamos uma rampa para o nível inferior.  Nada de Renault.  Vi uma mulher andando com muita confiança para um canto da garagem e resolvemos seguí-la; encontramos o elevador! Mas só nos levou de volta para o primeiro nível.  Voltamos para a locadora em tempo de escutar a explicação do estacionamento dada a outro cliente: a la gauche toda a vida, niveau dos infernos.

Ih, rapaz! sobrou arroz...
De volta ao estacionamento, descemos dois níveis.  Os números das vagas pularam das centenas para os milhares; momento de pequeno pânico, mochilas pesando nas costas, testa suando, me senti no filme O Cubo.  Encontramos novamente o casal do primeiro nível, ainda perdido.  Q'est que vouz cherchez pra cá, nous trouvon pas pra lá, cada vez mais perdidos e nada de carro mas pelo menos meu francês estava melhorando a toque de caixa.  Consegui explicar que procurávamos os carros de aluguel da Avis.

O casal parou um senhor de carro, trocaram umas palavras e, pelo que entendi, estavam no estacionamento errado.  Simpaticamente aproveitaram para perguntar pelo nosso carro; também estávamos no lugar errado.  Acabou que esperamos o homem estacionar e o seguimos até o nosso estacionamento, totalmente, completamente EM OUTRO PRÉDIO!

Depois disso foi "fácil".  Descemos mais uns 6 níveis no inferno de Dante, achamos nosso carro fedorento de cigarro, demos partida e fomos seguidos por um outro francês que buzinava e nos acenava.  Encostei e abaixei o vidro: eu tinha esquecido meu terno em cima do carro.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Até a próxima, Hilltown

Madrugando para pegar o voo em Belfast para Cardiff.  Temos uma hora de estrada pela frente antes de chegar no aeroporto.  Contato quando chegarmos ao destino.

Vaca Irlandesa - Hilltown
Enquanto isso, fique com essa vaca Irlandesa.

sábado, julho 31, 2010

Casório Irlandês

Ontem à noite desmaiei de cansaço depois de passar o dia ajudando nos preparativos do casório.  Fiz as vezes de chofer, ajudante de carpinteiro, burro de carga, embrulhador de presentes e mensageiro.

Hoje de manhã caminhamos até Hilltown para comprar nosso desjejum Irlandês: white pudding, soda bread farls, bacon, ovos, suco de laranja e salsichas.  A sustância vai ter que durar até depois das 15:00, hora marcada para o casamento.

Aliás, 15:30; o casamento foi adiado por causa das quartas-de-final do campeonato de Gaelic Football.  O time local, Down, enfrenta Tyrone hoje à tarde no Croke Park, em Dublin.  Passamos por vários ônibus e comboios de carros à caminho do jogo.

Tenho impressão que eles são meio fanáticos com esse esporte.  Ontem teve correria pra organizar uma maneira de gravar o jogo para exibir num telão depois da cerimônia.  Vão fechar o portão da casa para evitar a entrada de pessoas que possam saber o resultado do jogo.

Estamos fazendo um relax por aqui antes de partir para o casamento.  Entre os 4 barris de Guinness e outras tantas opções de bebida tenho a impressão que ninguém volta pra casa antes do domingo.

Acabei de perceber que não trouxe cinto da Austrália.  Com esse café-da-manhã não devo precisar.

sexta-feira, julho 30, 2010

Tour 2010: Sydney-Hilltown

O blog saiu de viagem.  Depois de 21 horas de voo chegamos 5a-feira em Belfast; foram 14 horas entre Sydney e Dubai, 6 horas de Dubai para Londres, 1 hora de Londres para Belfast e 1 hora de carro de Belfast para Hilltown, Newry.

Fora a criancinha chorando e a velha tossindo constantemente no voo Sydney-Dubai a viagem foi tranquila.  O aeroporto de Heatrow está uma confusão maior que de costume, não sei se por causa das obras ou se ainda por causa do vulcão Islandês.

O GPS que eu trouxe da Austrália para nos guiar até a casa da Fionualla em Hilltown quase que nos leva de volta pra Inglaterra via ferry.  Na última viagem eu havia salvo o endereço dela em Londres no GPS e, na ânsia de chegar, selecionei o endereço errado no aparelho.  Não fosse pelo nosso eficiente co-piloto, Andy, eu só ia perceber que a coisa tava errada dentro da barca.

Achamos a casa e os preparativos estão a mil.  A banda esteve presente pra escolher as músicas do casamento e, obviamente, a coisa acabou em festa.  A Fionualla, muito gentilmente, nos arranjou o aluguel da casa de uma prima mas ninguém tinha a chave.  Acabei descobrindo pela mãe da dona da casa que a chave estava embaixo do vaso - agora só faltava o endereço.

Ninguém sabe endereço por aqui mas alguém sabia o nome da rua: Slievenagarragh.  Imagina a minha cara tentando entender esse nome pronunciado por um bando de Iralandeses bêbados... Slievenaga WHAT?  O GPS salvou novamente - usando o mapa o Gareth conseguiu apontar a esquina da casa e recomendar procurar pela casa com um vaso com uma chave embaixo.  Maravilha.


Hoje o dia promete.  Vou ali tomar um café que fui incumbido de levar a mãe do noivo para ensaiar a leitura de um texto acompanhada de uma harpa.  Sim, ontem tinha até harpista na banda.  Gotta love Ireland.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Mudgee

Semana retrasada fomos ate Mudgee, uma cidade pequena 4 horas ao noroeste de Sydney. Ficamos por uma noite no Bed & Breakfast de um casal muito simpático. Os dois têm uma loja de plantas na cidade e a casa deles é praticamente um showroom.

Pra explicar Mudgee é mais fácil falar do Hunter Valley. É parecido, vinícola pra todo lado, em menor escala e menos concorrido. Pra chegar na região do Hunter são apenas 2 horas, metade de Mudgee.

Sendo menos concorrido é menos negócios-negócios-negócios. O povo é muito mais simpático e os funcionários das vinícolas são menos apressados pra explicar os vinhos e te dão mais tempo nas provas.

Dois brancos recomendados: o Cooyal Grove e o Huntington Estate 2009, ambos semillon. E olha que eu nunca fui muito fã de vinho branco. Tô mudando de idéia.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Snowboard



Descendo do topo do The Cruiser pelas pistas Ballroom e Squatter's Run. Byron de jaqueta vermelha, eu de laranja, mais embaixo. Na dúvida eu sou o que quase abraça a árvore.

domingo, agosto 02, 2009

Thredbo - dia 2


Sábado de manhã no chalé Winter Green, saindo para esquiar. Da esquerda pra direita Mike, Neil, Byron, Bess.

sábado, agosto 01, 2009

Snowboard

Disseram que a curva de aprendizado do esqui é mais longa que a do snowboard. Acreditei e aluguei as botas, calças e prancha. Luvas e máscara me emprestaram, a jaqueta eu tinha.

Chegando em Threbo comprei um passe com direito a aulas. Enquanto esperava a hora da aula Mitch e seu irmão, Byron, me levaram para o topo da pista Easy does it. (mapa das pistas de Thredbo)

Fizemos duas descidas, a primeira com muitas paradas, pegando o jeito. Na segunda me ofereceram uma dica perigosa: se voce descer um pouco mais rápido fica mais fácil de controlar a descida. É verdade! Facilita muito mas, por outro lado, tomei o primeiro caixote ladeira abaixo.

A aula foi uma perda de tempo. Fiquei na fila por uns 20 minutos enquanto os instrutores separavam as turmas. Mais 10 minutos para subir a pista no magic carpet. Mais 10 minutos esperando todos os outros alunos. Acho que em 40 minutos eu fiz cerca de 15 segundos de snowboard.

Na primeira chance eu fingi um problema com os freios da prancha e não parei aonde a turma deveria esperar os outros alunos. Embarquei com o Mitch e Byron no lift Gunbarrel express.

No final desse lift há duas saídas transversais: uma verde (fácil) e uma azul (mais difícil). Inventaram de pegar a azul e acabei tendo que andar alguns pedaços porque eu não consegui velocidade suficiente para vencer os planos. O penhasco à esquerda e falta de controle não ajudaram.

Finalmente saímos do traverse e chegamos na pista Village Trail (verde). Foi bacana - consegui descer bem, rapidinho até e sem cair muito. Desci a maior parte usando o heel-side (calcanhar, de costas para a montanha). No final da descida o músculo estava cansando e tentei descer usando o toe-side (dedos, de frente para a montanha). Tombo!

Parei para descansar no Valley Terminal enquanto o resto do pessoal fazia uma descida da World Cup (azul). Subimos via Snnowgums ate o meio da Village trail e desta vez desviamos para o Friday Flat via pista Sundowner.

Eram umas 4 da tarde e resolvi que estava bom para o dia. Faltou preparo físico. Acordei com dores por todo o corpo. Aliás, o corpo todo já doía no dia anterior. Hoje tem mais!

domingo, abril 12, 2009

No aeroporto

Pois chegamos de volta à Adelaide. Pegamos o ferry das 13:30, uma hora mais cedo que o programado, e agora temos quase duas horas de espera aqui pelo aeroporto.

Felizmente a primeira visão logo depois de passar pela segurança é o boteco da Coopers. O chope é caro - A$6,90 - mas oferecem a versão lager, que eu não conhecia e fiquei fã.

Bodega cheia, faturamos uma mesa ao lado das malas abandonadas. A lei veio averiguar as tais malas e, dez minutos depois, os garotões apareceram. Trinta segundo depois apareceu a lei novamente, desta vez para entregar a multa em mãos para os garotões.

Vou ali pegar outro chope mas volto rapidinho porque abandonar mala por aqui é prejú garantido.

sábado, abril 11, 2009

Island pure sheep dairy

Essas aí falam a língua do imbecil: mé!

sexta-feira, abril 10, 2009

Fim de tarde em Penneshaw

Ta na hora de abrir um shiraz False Cape de KI. Ao fundo, no continente, Cape Jervis.

quarta-feira, abril 08, 2009

Adelaide

A mudança foi uma correria danada - depois eu conto. Deixamos todos os caixotes no apartamento novo hoje de manhã e partimos pro aeroporto. O vôo foi tranquilo mas sem nenhuma mordomia; esse sir Richard Branson não dá nem bom dia de graça.

Já em Adelaide pegamos nosso toyota corolla e fomos procurar um canto para tomar café-da-manhã. Aportamos em Henly square (eu acho), em um restaurante de frente pra praia. Fizemos uns outros passeios pelas cercanias da cidade e por volta das 2 pegamos a estrada para Cape Jervis.

É um fim de mundo. Chegamos aqui cedo, às 4 da tarde, duas horas antes do nosso ferry, achando que ia ter algo para fazer. Nem pra abastecer o carro deu (a 126 centavos por litro prefiro encher em Adelaide).

A tia do ferry falou pra gente descer às 5 - daqui a pouco. Na foto, a vista do estacionamento e o ferry das 4, ao fundo, partindo para a ilha.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Programação para a páscoa

Kangaroo Island.

De avião para Adelaide, carro para Cape Jervis, ferry para Penneshaw e havaianas para o bar do hotel.





segunda-feira, janeiro 26, 2009

Sobre Dubbo

Enquanto o Mitch abusava do possante e barulhento Toyota Yarris na rodovia 32, cujo trecho o batizou (Mitchell Highway), resolvi digitar as curtas memórias do final-de-semana. Antes de deixar a cidade nesse escaldante Domingo, fomos tomar café-da-manhã na galeria de arte de Dubbo e aproveitamos para ver as exposições.

Ontem à noite fizemos uma maratona pelos pubs da cidade. Fomos barrados em um deles porque eu estava vestindo uma bermuda de surfista - quando o segurança me barrou na entrada eu estava achando que era por causa das sandálias - no board shorts allowed. Vai entender: uma bosta de um pub com regras de traje.

Falando em regras, a cidade também tem suas regras estranhas: bebidas destiladas não podem ser servidas sem gelo. Em um dos pubs nem só gelo bastava: tinha que misturar com alguma outra bebida, fosse coca-cola ou mesmo água. Aparentemente a cidade tem problemas com adolescentes bêbados e, como efeito colateral, por três vezes me estragaram a dose de Jack Daniel's - uma com gelo, duas com coca.

O Mitch cresceu em Dubbo e foi o nosso guia. No melhor estilo excursão de escola ele colocou o pub chamado Commercial na nossa rota para mostrar o que aconteceu com a cidade depois das Olimpíadas de 2000. Na época o governo do estado fez uma espécie de faxina na cidade como preparação para o evento. Parte da limpeza incluiu remover a população aborígine que criava encrenca no bairro de Redfern em Sydney. Redfern ainda tem certa fama de barra pesada, mesmo depois da profilaxia étnica das Olimpíadas.

Dubbo entra nessa história porque foi a cidade escolhida para despejar a escória removida de Sydney. O Mitch diz "o que antes de 2000 era uma cidade onde você podia andar tranqüilo agora praticamente garante um espancamento para quem se aventurar a cortar caminho pelos parques durante a noite". O tal bar Commercial, carinhosamente apelidado de "cunt farm" (não vou traduzir - esse é um blog de família), ilustrou perfeitamente o que ele nos contou.

A pitada de história temperou a viagem; interessante descobrir um pouco do lado sujo na organização das Olimpíadas. O passeio pelo zoo foi muito legal e ainda por cima ótima desculpa para um exercício. Bebemos litros de água entre as visitas pelos cercados - o zoológico não tem grades - que são generosamente distantes entre eles.

Compramos mais umas plantinhas para o jardim (morango, louro, pimenta, salsa, endro) e estamos torcendo para as minhocas estarem agüentando o calor que está fazendo em Sydney. Diz o GPS do carro que vamos chegar em 3 horas e 32 minutos. Iau!

sábado, janeiro 24, 2009

Maçarico

Em Dubbo, 35°C. Em Sydney, 39°C. Fizemos a escolha certa para fugir do calor.

Ainda assim, quase esturricamos no zoologico. Acabamos de voltar pro hotel depois do passeio de 4 horas de bicicleta. A bunda ta até calejada (opa!).

Vamos encurtar a viagem em um dia e voltar pra Sydney domingo de manhã. Queremos ficar a toa um pouco no dia da Austrália, 2a-feira.

O amô é líndio



Direto de Dubbo. Via eeepc (que teclado), via bluetooth (que complicado), via nokia N95 (que tijolo), via EDGE (que ultrapassado), via telstra (que merda). Que rolo.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Dubbo

Segunda-feira dia 26 é feriado por aqui - dia da Austrália. Vamos emburacar na sexta de tarde para uma cidade chamada Dubbo.

Fica a 6 horas noroeste de Sydney e dizem que é um calor do cão e cheio de bogans.

No lado bom tem o Dubbo Zoo onde os visitantes podem passar a noite e alugar bicicletas para cobrir toda a área do zoológico.

Na segunda-feira eu conto como foi.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Barfelona

Todo mundo me falou tão bem de Barcelona e eu acabei me decepcionando. Não que a cidade seja chata ou feia ou que não valha a pena visitar - não é por aí.

Os bares são animadíssimos, a comida é o máximo, os parques ótimos, o povo bonito e bem-vestido (um pouco de exagero por parte das moças, às vezes), o metrô funciona (fácil de usar e vai pra todo lado).

O lance é que a gente estava com Barcelona na cabeça como cidade-candidata para uma possível mudança. Morar em Sydney é uma maravilha, muito fácil. Dá pra ficar por aqui a vida toda - não fosse a distância.

Barcelona era a opção pra ficarmos mais perto da família, a 10-12 horas de viagem ao invés de 20-24 (sem falar na passagem, de $1,500 contra $2,500). A expectativa estragou um pouco da cidade para mim.

Achei barulhento (estávamos perto da Avenida del Paral'lel), muito movimentado. A famosa La Rambla, para mim, é o inferno na Terra - uma bando de gente esquisita, uns artistas de rua muito vagabundos, um acotovelamento dos diabos naquela calçada micra.

E pra morar tem também a língua. Eu me viro, explico, pergunto, peço - mas quando falo casteliano me sinto um charlatão, um embusteiro de pior qualidade. Fica siempre la duda no fundo da mente: essa palavra existe em casteliano? E se existe, quer dizer la misma cosa?

Para terminar com um exemplo mais prático, tem também a questão da moradia. O mercado imobiliário em Barcelona é uma loucura; sair do nosso apêzinho em Sydney pra ir dividir casa com sei lá quem na Espanha não vai bem.

No lugar de barça, emergindo como nova cidade-candidata, veio Edinburgo. Não é muito grande nem muito pequena, a cidade é uma graça, encharcada de história e pubs como esse aí ao lado. Como bônus, eu já entendo e falo a língua (sem o sotaque cool mas vá lá). Tem a questão do clima, portanto ainda estamos considerando.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Pé na estrada

A matula ainda não está pronta mas o saco e a viola já estão de fora do armário. Época meio complicada de viajar; o euro e a libra variando o jeito é esconder o cartão de crédito e só puxar se não tiver outro jeito. Dei sorte e comprei umas libras quando o valor desceu um pouco. Subiu de novo no dia seguinte, ganhei uns dólares - praticamente um investidor!

No meio de uma avalanche de trabalho, ontem foi o dia de resolver as bobagens que faltavam: ir ao correio, farmácia, bureau de câmbio, banco, coisa e tal. Levei todas as moedas do cofrinho ao banco: 120 dólares de moeda. Acho que pesava uns 5 kg.

Estou numa fase muito honesta ultimamente, não gosto nem de mentir. Carregando aquele saco de moedas pela rua o medo maior era algum mendigo pedir um trocado. "Tô sem. Só tenho nota. Não teve troco...."

Voltando à viagem, o itinerário das duas primeiras semanas está completo. Para as duas últimas falta achar hotel, trem etc. Estaremos por: Londres, Cardiff, Neath, Llanwrtydd, Edinburgh, Aberdeen, Inverness, Amsterdam, Berlin, Prague, Barcelona, Bilbao e Vigo.

Tô levando meu EeePC - vou tentar escrever e subir umas fotas durante a viagem. Peace, out.